Um ensino de boa qualidade investe na aprendizagem e não na aprovação nas séries/anos escolares. Normalmente não diagnosticamos nossos educandos para subsidiar a prática de intervenção adequada; ao contrário, classificamo-los, tendo em vista de aprová-los ou reprová-los; fato este que conduz a prática classificatória, seletiva, pontual e estética. Uma prática pedagógica adequada àquela que tem por base a aliança entre educador e educando. Uma ação de pares e não de opositores.

 

A avaliação será, portanto, um ato subsidiado da prática pedagógica, com vistas à obtenção de resultados os mais satisfatórios possíveis diante do caminho de desenvolvimento de cada educando. Nessa perspectiva, de acordo com Luckesi, amorosamente, o educador acolher o educando como ele (receber o educando com a sua bagagem psicosociológica, sem julgar nada; simplesmente acolher); a partir daí, poder trabalhar com ele. Deste modo, o educando pode sentir que sua relação com o educador é uma relação para a vida, para o seu crescimento, para o desenvolvimento, para a construção de si mesmo e de sua identidade, da forma como é em seu Ser.

 

A avaliação da aprendizagem no ensino, então, não será um ato pedagógico isolado, mas sim um ato integrado com todas as outras atividades escolares. Enquanto se ensina, se avalia, ou enquanto se avalia, se ensina.

 

O que importa é a aprendizagem em processo. Portanto, a sala de aula é um lugar onde se aprende e não o lugar onde se concorre a alguma coisa. Em termos de acompanhamento da aprendizagem do educando, na sala de aula, deve predominar o diagnóstico, pois que subsidia a reorientação da aprendizagem, que garante um processo construtivo, ao invés de predominar o exame, as provas, como recurso classificatório, próprio de situações de concorrência ou de demonstração de saber. Uma prática pedagógica construtiva investe no processo, de tal forma que dê suporte ao educando para que atinja os resultados necessários. Então, o que cabe a um processo educativo e a um educador, que trabalhe a avaliação, é investir no processo para que ele seja bem sucedido e o registro dos resultados, ao final de um trimestre, de um semestre ou de um ano letivo, representa o seu testemunho de que esse educando trabalhou com ele e que aprendeu o necessário dentro da disciplina, de determinada série ou ano escolar em que trabalhou. O testemunho do educador seria o sucesso de seu educando. Atribuir-lhe uma nota positiva significa dizer “Este estudante trabalhou pedagogicamente comigo e testemunho que ele aprendeu o suficiente, através dos cuidados sucessivos que tive com ele.”

 

O ato avaliativo se completará com a tomada de decisão do que fazer com a situação diagnosticada. A tomada de decisão é uma necessidade para que o ato de avaliar se conclua e se concretize.

 

A avaliação da aprendizagem não se encerra com qualificação do estado em que está à aprendizagem do educando. Ela obriga a decisão e só se completa com a possibilidade de indicar caminhos mais adequados para uma ação, que está em curso. O ato de avaliar implica na busca do melhor e mais satisfatório estado daquilo que está sendo avaliado. Ele é um mediador entre o que existe e aquilo que deve existir; entre o que é e aquilo que poderia vir a ser.

 

Existem muitos modelos ou desenhos de prática de aplicação de instrumentos de coleta de dados, tendo em vista as práticas avaliativas:

 

Modelo contexto, entrada, processo, produto; Modelo diagnóstico, formativo, somativo; Modelo antes e depois; Modelo somente depois; Modelo avaliação por objetivo; Modelo avaliação sem objetivo. Esses modelos são suficientes para compreendermos que “modelos de avaliação” nada mais fazem do que indicar os momentos em que decidimos fazer uma intervenção avaliativa num determinado processo, qualquer que seja ele.

 

Para uma prática ideal na escola, seria a “avaliação processual”, como propõe a Lei de Diretrizes Nacionais para a Educação do País. Processual quer dizer contínua, permanente, todos os dias e todas as horas.

 

O Colégio Exponencial defende um modelo misto, que leva em consideração, de um lado, o processo, e , de outro, momentos pontuais de práticas de avaliação. Seria o modelo formativo-somativo.

 

Isso indica que, no decorrer de um trimestre, poderíamos executar diariamente sondagens das aprendizagens efetuadas pelos educandos, com imediata reorientação. Ao final de cada aula, perguntar aos educandos, quais foram os principais temas estudados?

 

Portanto Luckesi afirma que:

 

Deste modo, a avaliação diária (processual) seria a formativa e a final (pontual) seria a somativa – um modelo misto, que possibilitaria, de um lado, estar atento à construção cotidiana da aprendizagem, mas, de outro, estar atento também a dados e experiências que não foram possíveis de serem observados frente às dificuldades já apontadas.

 

A avaliação somativa não deve ser considerada como exame final do trimestre. Ela será a oportunidade de diagnóstico mais complexo sobre a aprendizagem dos educandos nesse determinado período, diagnosticando a satisfatoriedade ou a insatisfatoriedade dos resultados, tendo em vista a sua reorientação; na medida em que o que importa não é a aprovação ou reprovação do educando, mas sim a aprendizagem satisfatória.

 

As notas dos instrumentos de avaliação (provas,redações, leitura de livros, atividades, trabalhos, pesquisas, temas de casa, atitudes, etc.) aplicados do 1º ano do Ensino Fundamental a Terceira série do Ensino Médio são registradas no UNIMESTRE, programa integrado no Portalwww.colegioexponencial.com.br , para os pais e alunos acompanharem o processo educativo.

Equipe Pedagógica/2013